Mercado & Gestão

14 capitais jan–set 2026: ocupação boa não paga processo ruim.

O relatório jan–set da CoHotel Consultoria (dados FOHB) acabou de sair. Os números são bons — e é exatamente por isso que o processo precisa acompanhar.

Os números do período

Nas 14 capitais acompanhadas, a ocupação média de janeiro a setembro de 2026 ficou em 61% — a melhor da série histórica para o período. A diária média chegou a R$ 513,90 e o REVPAR a R$ 330,42. A receita consolidada das capitais somou R$ 4,76 bilhões em nove meses.

Manaus no top 5 — e o que isso diz

Manaus é a 5ª capital mais ocupada do Brasil: 65% de ocupação, diária média de R$ 331,97 (+9,9% sobre 2025) e REVPAR de R$ 217,71 (+11,8%). Quem ainda trata o Norte como mercado de segunda categoria não olha os dados. A hotelaria de negócios, indústria e eventos da região sustenta tarifa e ocupa quarto — e cresce sobre a base de quem opera bem.

Dois mercados diferentes no mesmo ranking

Fortaleza lidera com 72% e o Rio de Janeiro vem em segundo com 71% — mas é no REVPAR que a diferença aparece: Rio R$ 438, Fortaleza R$ 245. São Paulo tem ocupação de 62% (11º lugar) e REVPAR de R$ 378. A lição: ocupação não é tudo; o que sustenta o negócio é a tarifa que a operação consegue defender — e tarifa se defende com experiência, não com desconto.

Diária subindo +9% é prazo, não colchão

A diária média do consolidado cresceu cerca de 9% sobre 2025. Boa notícia — com uma condição: o hóspede que pagou mais cobra mais. Cada real a mais na diária levanta a régua de expectativa na recepção, no café da manhã, na manutenção do quarto. Se o processo não acompanha, a avaliação cai, a OTA penaliza e a diária do próximo ciclo não se sustenta.

O que fazer com isso na segunda-feira

Fonte: CoHotel Consultoria Hoteleira, relatório "Desempenho da Hotelaria 2018 a 2026 — Janeiro a Setembro" (21/10/2026), dados compilados do FOHB.